O ateu perguntou para o religioso, como era servir a Deus, e o religioso respondeu: bem, é muito fácil, pois vou ao templo, encontro pessoas legais, que gostam de mim, e a gente curte as mesmas coisas, sobre as quais normalmente conversamos; lá oramos a Deus, ouvimos o nosso líder, cantamos, choramos, e nos sentimos renovados; de vez em quando trabalhamos no templo, mas os importantes trabalham nos cultos, orando, pregando ou cantando; tudo funciona perfeitamente.
Naturalmente o ateu queria fazer muitas perguntas, entretanto por algum motivo, calou-se. Dias se passaram, e sempre que podia, perguntava: para você, como é servir a Deus? E aconteceu que, tendo passado da catraca, percebeu que havia perdido o dinheiro da sua passagem, quando dentre a voz alterada da trocadora, ouviu em tom suave: pague a sua passagem. Vendo o ateu aquele dinheiro, aceitou envergonhado. Como as pessoas ficaram com raiva daquela atitude, talvez por acharem que o ateu fosse um malandro, ou por terem se recusado a intervir de boa vontade, aquele homem desceu do coletivo, sem que o ateu pudesse agradecer.
Semanas depois, os dois se encontram na mesma linha, quase no mesmo horário, quando o ateu sem perceber, sentou ao lado daquele homem de roupas simples, e reconhecendo seu rosto, perguntou em tom de elogio: para você, como é servir a Deus? E reconhecendo aquele que perguntava, respondeu apenas com um sorriso carinhoso. Porém o ateu queria mesmo saber: sério, para você, como é servir a Deus? E olhando pela janela, aquele homem respondeu: olha, é muito bom, mas nem sempre é fácil. “Como assim?” Perguntou o ateu. “Sabe quando nossos pais nos obrigavam a comer, e a gente só queria brincar?” Perguntou o homem, e continuou sob o olhar curioso do ateu: “servir a Deus quase nunca satisfaz nossas vontades, nem sempre agrada a todo mundo, que por vezes, nos interpretam mal, e quase sempre em nada nos beneficia, mas faz um bem, de uma forma que nem posso explicar.” E o ateu sorriu, pois era um ateu compreensivo, respeitoso, e honesto consigo mesmo, dizendo: “quero conhecer e servir a esse mesmo Deus, pois quero ser uma pessoa cada vez melhor.”
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Adorei o conto.
Muito bom saber, Thais!
Oi Igor!!!
Adorei seu pequeno conto. Aliás um GRANDE conto!!!!
Admiro que tem esse DOM de escrever.
Parabéns, parabéns, parabéns!!!!
Gostei muito. Adoro ouvir histórias, contos que falam de Deus.
Pra mim é maneira de esta mais perto dele.
Continuem nos surpreendendo com suas histórias, contos, poesias….
Tudo de BOM pra vc!!!
Vida looooooooongaa!!!!
Qdo puder, vou esta sempre aqui respondendo e interagindo com vc!!!!
Bjinhus!!!
Fico contente por receber este mensagem assim, Luciana! Muito obrigado pela generosidade e carinho de sempre.