Todas as pessoas esperam algo das outras, principalmente nos relacionamentos com os mais chegados; se isto fosse mentira, todo mundo teria intimidade com qualquer pessoa: nossos melhores amigos poderiam ser os indigentes, alguns muito inteligentes, por sinal; nossos melhores amigos seriam aquelas pessoas cheias de preconceitos, ou aquelas mais salientes, ou ainda aquelas mais mentirosas. Todo mundo pode amar qualquer pessoa, descobrindo em si, o incondicional amor de Deus pelo ser humano; mas uma intimidade, uma troca, uma entrega, que tanto engrandecem, quanto podem abalar intensamente? Logo notamos que cabe a cada um, descobrir em quem pode se apoiar emocionalmente, ou mesmo quem inspira maior empatia, muitas vezes determinada por buscas, e principalmente escolhas, parecidas.
Assim, a gente vai se relacionando, descobrindo-nos no outro, e perdendo-nos no outro, para nos redescobrirmos nas formas de amar, confrontando a obscuridade daqueles que se escondem em si, anelando pela claridade daqueles que se mostram sem medo, e aceitando que se a maioria encontra barreiras para lidar consigo, certamente procura no outro, as muitas partes da sua imagem: aquilo de que aprendeu a gostar.
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