Gosto de assistir um bom filme, de ver algumas vitrines e bugigangas; gosto de jogos eletrônicos, de música para dançar e das roupas da moda, vestidas nos outros. Gosto de fechar a porta, de fazer barulho e de fazer brincadeiras, falar do tempo e de besteiras quaisquer. Gosto de ver gente, de correr durante a noite. Gosto de falar das coisas de fora, do mundo, dos absurdos e do tempo.
Mas prefiro mil vezes mil vezes, conversar sobre as coisas de dentro, de dentro das pessoas que conversam; prefiro falar sobre a vida, sobre os erros e acertos, crescimento e todo tipo de assunto ou mesmo pergunta mais pessoal. Prefiro saber como as pessoas se sentem naqueles dias, naquela hora e de tudo que está acontecendo por fora e por dentro; prefiro debater assuntos que podem mudar pontos de vista, que podem expandir capacidades e mudar rumos. Prefiro muito arriscar ser criticado, questionado, profundamente conhecido e respeitado, do que passar o tempo cercado de pessoas sozinhas. Prefiro uma palavra sincera sobre a gente, do que mil vezes mil sobre o mundo e tudo que tanto nos distrai; prefiro as coisas pequenas e concentradas, a poesia e a alegria sem maldade ou motivos; prefiro amar as pessoas, a amar o mundo. Prefiro as palavras de apoio que multiplicam a alegria de viver e o alento para lutar durante uma semana inteira; prefiro olhar nos olhos dos estranhos, do que parecer transparente, etéreo ou sem valor para os conhecidos.
Pobre de mim, neste mundo de meu Deus, onde as pessoas correm para tudo que afasta, onde o tempo é apenas dinheiro, podendo ser tantas outras coisas mais limpas, mais humanas e muito mais duradouras. Estamos nos tornando zumbis de nós mesmos?
Custo Social Atingido!



Alienação Emocional seria o mal de estar ao lado, sem estar perto; seria o bem que só faz bem a quem se tranca; seria o medo de quem tem amor, que impede o amor de pegar ar, de se transformar no ato amar, quando amar seria participar, se interessar, e cuidar do outro. Seria a vitória do não sobre o sim; seria a porta destrancada do outro, mas que por causa das trancadas, nunca é aberta por quem desistiu, e fugiu para as coisas bobas da vida. Seria querer estar longe, por não poder confiar, e ao retornar, encontrar em casa, casas vazias, pessoas frias, indiferentes aos momentos, sentimentos e sonhos dos outros. Seria levar o fardo da fartura, sem poder provar o que carrega com custo; seria esquecer a cura construída nos desafios, para aceitar a enfermidade que enfraquece, e mata aos poucos. Seria um mundo de estranhos entre si, que pensam se conhecer muito bem, mas temem fazer perguntas.